14 junho 2010

EUA descobre reserva mineral afegã estimada em US$ 1 tri

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Os Estados Unidos descobriram vastos depósitos minerais no Afeganistão, numa riqueza natural que está sendo estimada em aproximadamente US$ 1 trilhão e poderia significar não somente uma virada na história da economia afegã, mas inclusive no cenário de guerra deste país, informa matéria publicada na manhã desta segunda-feira no New York Times.

A reserva natural é composta principalmente por depósitos de ferro, cobre, cobalto e ouro, largamente utilizados na indústria moderna. Há também enormes concentrações de lítio, um dos metais mais importantes e escassos atualmente, largamente empregado na indústria da informática.

De acordo com a matéria, a descoberta poderia fazer do Afeganistão um dos principais centros mundiais de mineração - ou, como uma nota do Pentágono deixa claro, a "Arábia Saudita do lítio", em referência ao papel do petróleo da economia saudita.

A descoberta, feita por um pequeno grupo de oficias e geólogos americanos, foi comunicada ao governo afegão. A previsão é que a potencial "indústria de mineração" ainda leve muitos anos para se desenvolver, mas oficiais acreditam que investimentos já poderiam ser feitos mesmo antes de as minas se tornarem "rentáveis". Estes investimentos gerariam empregos e poderiam tirar o foco para a guerra e seus problemas, analisa a reportagem do jornal.

A estimativa trilionária dos americanos repercutiu em jornais mundiais neste início de semana. Na França, o Figaro, apontando para a importância da boa gestão de recursos, lembrou da "maldição da matéria prima". O periódico espanhol El País escreveu que a descoberta "muda o plano de guerra".

Os EUA invadiram o Afeganistão em 2001. A economia afegã, baseada na produção de ópio e no tráfico de narcóticos, é dependente de ajudas externas. Seu PIB gira em torno de US$ 12 bilhões.

29 maio 2010

Casamento de Valêssa e Leandro



Pessoal, esse vídeo já fiz há algum tempo, mas somente agora pude postar. É um casal de bombeiro muito simpáticos!!!

27 maio 2010

Acordos do Brasil com a UE permitião ampliar voos internacionais e exportações

A partir de 14 de julho, o número de voos internacionais do Brasil para a União Europeia deve aumentar. A informação é do ministro da Defesa, Nelson Jobim. Na manhã de hoje (25) ele assinou uma declaração para firmar dois acordos com a União Europeia em dois meses. As informações são da Agência Brasil.

O primeiro acordo prevê que as companhias aéreas dos participantes possam pedir rotas para o Brasil, a partir de aeroportos de países europeus vizinhos. Isso permitirá que qualquer aeroporto europeu tenha ligação direta com o Brasil.

- Hoje, 20 países da União Europeia não contam com ligação direta com o Brasil. O acordo aumenta a possibilidade de voos internacionais e a concorrência, com benefício direto para o passageiro e para as empresas.

O segundo acordo prevê o reconhecimento mútuo dos certificados de aeronavegabilidade e segurança emitidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na União Europeia e os emitidos pela European Aviation Safety Agency (Easa) - órgão regulador europeu no Brasil.
Isso significa que uma aeronave fabricada e certificada no Brasil não precisará passar pelo mesmo processo de certificação na Europa como acontece hoje.

"Esse acordo impulsionará as exportações brasileiras, ou seja, facilita a vida de todos".

18 maio 2010

Países da UE e Mercosul reiniciam negociações comerciais

A União Europeia (UE) e o Mercosul retomaram oficialmente nesta segunda-feira as negociações de liberalização comercial entre os países de ambos os blocos, que estavam suspensas desde 2004.

O interesse em reabrir as negociações sobre a criação de uma zona de comércio livre para os dois blocos, que juntos representam 750 milhões de pessoas, tem aumentado desde o começo da crise financeira global, mas qualquer acordo enfrentaria forte resistência do setor agrícola europeu.

"Reabrimos as negociações porque estamos convencidos de que podemos fazer com que levem a um acordo de parceria ambicioso e equilibrado", disse o presidente do braço executivo da União Europeia, José Manuel Barroso, em coletiva após reunião em Madri.

Ele afirmou que ambos os lados teriam que fazer concessões para que um acordo seja fechado. Quando as negociações foram suspensas, em 2004, os países do Mercosul não estavam satisfeitos com o acesso restrito oferecido aos mercados agrícolas europeus. Na época, a UE buscava propostas do Mercosul para a abertura de seu mercado de telecomunicações e a proteção de indústrias europeias.

Qualquer acordo hoje deverá envolver um corte nas tarifas de importações agrícolas pela UE, em troca de um maior acesso aos mercados de serviços e telecomunicações do Mercosul.

O ministro da agricultura francês, Bruno Le Maire, reiterou nesta segunda-feira que seu país se opõe a um acordo. Autoridades da UE também afirmaram que, caso haja um acordo, ele não deve enfraquecer os avanços das também suspensas negociações comerciais da Rodada Doha.

Itamaraty estende direitos a companheiros de servidores gays

O Ministério de Relações Exteriores passou a conceder passaportes diplomáticos ou oficiais para companheiros de servidores gays que trabalham nas representações do Brasil no exterior. A circular com a mudança das normas, que foi enviada pelo Itamaraty às embaixadas e aos consulados no dia 14 de maio, já está em vigor e foi comemorada pelas organizações de defesa dos direitos dos homossexuais. As informações são do jornal O Globo.

O documento oferece aos companheiros homoafetivos o mesmo tratamento dispensado aos casais heterossexuais. O passaporte diplomático será entregue a quem estiver registrado na Divisão de Pessoal do Itamaraty como dependente de assistência médica, benefício estendido a parceiros homossexuais desde 2006.

17 maio 2010

Lula diz que acordo com Irã é vitória da diplomacia


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que o acordo fechado entre Brasil, Irã e Turquia para troca de material nuclear foi uma “vitória da diplomacia”. Lula participou da negociação como o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, em Teerã.

O acordo prevê que o Irã envie à Turquia 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%). Em troca, receberá o material enriquecido a 20% para ser usado em pesquisas médicas em Teerã, depois de até um ano. Nesse período, haverá supervisão de inspetores turcos e iranianos.

“Foi uma resposta de que é possível, com diálogo, a gente construir a paz, construir o desenvolvimento”, disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente, gravado de Teerã logo após o fechamento do acordo.

O governo brasileiro acredita que o acordo criará confiança na comunidade internacional e pode evitar que o Irã seja submetido a sanções por causa de seu programa nuclear.

Lula disse que o Brasil sempre acreditou na possibilidade de acordo e que a negociação prova que é possível fazer política internacional baseada da confiança.

“Há um milhão de razões para a gente ter argumento para construir a paz e não há nenhuma razão para a gente construir a guerra. O Brasil acreditou que era possível fazer o acordo. Mas o que é importante é que nós estabelecemos uma relação de confiança. E não é possível fazer política sem ter uma relação de confiança”, avaliou.

Lula deixou o Irã hoje (17) e seguiu para a Espanha, onde participará da Cúpula União Europeia-América Latina. Em seguida, o presidente brasileiro vai para Portugal.

Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (17), em Teerã, que o acordo fechado para o envio de urânio do Irã levemente enriquecido para Turquia deve evitar as eventuais sanções ao governo iraniano por suspeitas ao seu programa nuclear.

Amorim ficou até as 4h da manhã de hoje (17) negociando os termos do acordo com os chanceleres do Irã e da Turquia. O acordo foi firmado nesta manhã durante as reuniões paralelas do G15.

“Vamos continuar discutindo e vamos ver o que vem, o que vai acontecer. Sempre achamos que era necessário dar um crédito de confiança à paz e à negociação. Agora, nós temos as condições materiais para que esse crédito de confiança exista”, afirmou Amorim, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, que foi ao ar na manhã de hoje.

O chanceler reconheceu, porém, que o acordo firmado hoje é apenas o início de uma série de negociações. “Esse acordo não vai resolver todas as questões, mas é o passaporte para discussões mais amplas que criem a confiança na comunidade internacional e, ao mesmo tempo, permita ao Irã exercer o direito legítimo à energia nuclear para fins pacíficos, inclusive com enriquecimento”.

Amorim lembrou ainda que a Turquia, que receberá o urânio do Irã, pertence ao grupo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ligado aos Estados Unidos – o país que lidera a campanha internacional em favor das sanções contra o Irã.

“Eu não vejo nenhuma razão [para desconfiança], nem a Turquia, que aliás, é um país membro da Otan, portanto muito ligado, aliado militar até dos Estados Unidos. Claro, cada um fará seu julgamento, mas nós não vemos nenhuma razão para que haja continuidade nesse movimento em favor de sanções”.

Segundo o chanceler, o governo brasileiro comemora o acordo firmado hoje, que representa os esforços em torno da busca pela paz e a não imposição de sanções contra o Irã.

“Nós tivemos que trabalhar durante muito tempo e enfrentar o ceticismo de muitos países. Mas o que eu queria salientar é que essa declaração entre Turquia, Brasil e Irã contém os elementos principais que são necessários, todos os elementos que são necessários, para que haja o acordo de troca de urânio por elementos combustíveis”.

Israel diz que Irã enganou Brasil e Turquia

De acordo com a agência de notícias France Presse, um alto funcionário do governo israelense teria dito que o Irã enganou o Brasil e a Turquia com o acordo de troca de material nuclear, assinado poucas horas antes.

"Os iranianos enganaram o Brasil e a Turquia fingindo aceitar que o enriquecimento de parte do seu urânio seja feito na Turquia", afirmou o funcionário que pediu anonimato.

"Eles já fizeram o mesmo no passado, fingindo aceitar esse procedimento para diminuir a tensão e o riscode sanções internacionais, porém, em seguida, se negaram a cumprir o acordo", disse.

Na manhã desta segunda-feira (horário local), os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Turquia e Irã assinaram um acordo no qual o Irã enviará 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido para a Turquia e receberá de volta, em um ano, o material enriquecido a 20% (nível utilizado para um reator de pesquisa).

11 maio 2010

Vala com centenas de corpos é encontrada na Sérvia

Cadáveres seriam de kosovares de origem albanesa, vítimas de conflito com sérvios em 1998-1999

BELGRADO - Uma vala comum, supostamente contendo os corpos de cerca de 250 albaneses de Kosovo, foi encontrada na Sérvia, informou à BBC a promotoria do tribunal que investiga crimes de guerra no país.

Segundo a promotoria, a informação teria vindo da missão policial da União Europeia em Kosovo (Eulex) e a Sérvia estaria enviando investigadores ao local.

Acredita-se que as vítimas teriam sido mortas durante o conflito de 1998-1999, quando forças sérvias combateram rebeldes de etnia albanesa de Kosovo que lutavam pela independência da então província sérvia.

A vala está localizada na cidade de Raska, perto da fronteira com Kosovo, que declarou independência em 2008. Há algum tempo se suspeitava da existência de uma vala comum na região. Dois anos atrás, investigadores fizeram buscas no local, sem sucesso.

Fonte: BBC

07 maio 2010

Legislacao Lei de Introducao ao Codigo Civil - Decreto de lei 1657 de 1942

DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942
Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro

Fonte: http://www.planalto.gov.br/

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da
Constituição, decreta:

Art. 1o. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco
dias depois de oficialmente publicada.

§ 1o Nos Estados estrangeiros a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia
três meses depois de oficialmente publicada. (Vide Lei 2.145, de 1953)

§ 2o A vigência das leis, que os Governos Estaduais elaborem por autorização do Governo
Federal, depende da aprovação deste e começa no prazo que a legislação estadual fixar.

§ 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a
correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova
publicação.

§ 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Art. 2o. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique
ou revogue.

§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela
incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não
revoga nem modifica a lei anterior.

§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora
perdido a vigência.

Art. 3o. Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

Art. 4o. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.

Art. 5o. Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às
exigências do bem comum.

Art. 6º. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o
direito adquirido e a coisa julgada. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

§ 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que
se efetuou. (Parágrafo incluído pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa
exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição préestabelecida

inalterável, a arbítrio de outrem. (Parágrafo incluído pela Lei nº 3.238, de
1º.8.1957)

§ 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
(Parágrafo incluído pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

Art. 7o. A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o
fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família.

§ 1o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos
impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração.

§ 2o O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou
consulares do país de ambos os nubentes. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

§ 3o Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a
lei do primeiro domicílio conjugal.

§ 4o O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os
nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal.

§ 5º O estrangeiro casado que se naturalizar brasileiro pode, mediante expressa anuência de
seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao
mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de
terceiros e dada esta adoção ao competente registro. (Redação dada pela Lei nº 6.515, de
26.12.1977)

§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só
será reconhecido no Brasil depois de três anos da data da sentença, salvo se houver sido
antecedida de separarão judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá
efeito imediato, obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças
estrangeiras no País. O Supremo Tribunal Federal, na forma de seu regimento interno,
poderá reexaminar, a requerimento do interessado, decisões já proferidas em pedidos de
homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros, a fim de que passem a
produzir todos os efeitos legais. (Redação dada pela Lei nº 6.515, de 26.12.1977)

§ 7o Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge
e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda.

§ 8o Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua
residência ou naquele em que se encontre.

Art. 8o. Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplicar-se-á a lei
do país em que estiverem situados.

§ 1o Aplicar-se-á a lei do país em que for domiciliado o proprietário, quanto aos bens
móveis que ele trouxer ou se destinarem a transporte para outros lugares.

§ 2o O penhor regula-se pela lei do domicílio que tiver a pessoa em cuja posse se encontre a
coisa apenhada.

Art. 9o. Para qualificar e reger as obrigações aplicar-se-á a lei do país em que se
constituírem.

§ 1o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial,
será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos
extrínsecos do ato.

§ 2o A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o
proponente.

Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o
defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens.

§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira
em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que
não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. (Redação dada pela Lei nº 9.047, de
18.5.1995)

§ 2o A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder.
Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as
fundações, obedecem à lei do Estado em que se constituírem.

§ 1o Não poderão, entretanto, ter no Brasil filiais, agências ou estabelecimentos antes de
serem os atos constitutivos aprovados pelo Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei
brasileira.

§ 2o Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer natureza, que eles
tenham constituído, dirijam ou hajam investido de funções públicas, não poderão adquirir
no Brasil bens imóveis ou susceptíveis de desapropriação.

§ 3o Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios necessários à sede
dos representantes diplomáticos ou dos agentes consulares.

Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no
Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

§ 1o Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis
situados no Brasil.

§ 2o A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e segundo a forma
estabelecida pele lei brasileira, as diligências deprecadas por autoridade estrangeira
competente, observando a lei desta, quanto ao objeto das diligências.

Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar,
quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas
que a lei brasileira desconheça.

Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a invoca prova do
texto e da vigência.

Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna os
seguintes requisitos:
a) haver sido proferida por juiz competente;
b) terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;
c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no
lugar em que foi proferida;
d) estar traduzida por intérprete autorizado;
e) ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)

Parágrafo único. Não dependem de homologação as sentenças meramente declaratórias do
estado das pessoas.

Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar a lei estrangeira,
ter-se-á em vista a disposição desta, sem considerar-se qualquer remissão por ela feita a
outra lei.

Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de
vontade, não terão eficácia no Brasil quando ofenderem a soberania nacional, a ordem
pública e os bons costumes.

Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras
para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o
registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da
sede do Consulado. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e celebrados pelos
cônsules brasileiros na vigência do Decreto-lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, desde
que satisfaçam todos os requisitos legais. (Incluído pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

Parágrafo único. No caso em que a celebração desses atos tiver sido recusada pelas
autoridades consulares, com fundamento no artigo 18 do mesmo Decreto-lei, ao interessado
é facultado renovar o pedido dentro em 90 (noventa) dias contados da data da publicação
desta lei. (Incluído pela Lei nº 3.238, de 1º.8.1957)

Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1942, 121o da Independência e 54o da República.

GETULIO VARGAS
Alexandre Marcondes Filho
Oswaldo Aranha
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 9.9.1942

06 maio 2010

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03 maio 2010

29 abril 2010

Guerra do Paraguai


A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Ela foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza), na Argentina e Uruguai, e de Guerra Grande, no Paraguai.

O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López. O ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção armada do Brasil no Uruguai, em 1863, que pôs fim à guerra civil uruguaia ao depor o presidente Atanasio Aguirre, do Partido Blanco, e empossar seu rival colorado, Venancio Flores. Solano López temia que o Império brasileiro e a República Argentina viessem a desmantelar os países menores do Cone Sul. Para confrontar essa suposta ameaça, Solano López esperava contar com o apoio dos blancos, no Uruguai, e dos caudilhos do norte da Argentina. O temor do presidente paraguaio levou-o a aprisionar, em 11 de novembro de 1864, o vapor brasileiro Marquês de Olinda, que transportava o presidente da província de Mato Grosso, mas que o governo paraguaio suspeitava que contivesse armas. Seis semanas depois, o Paraguai invadiu o Mato Grosso. Antes da intervenção brasileira no Uruguai, Solano López já vinha comprando material bélico moderno, em preparação para um futuro conflito.

Brasil, Argentina e Uruguai, aliados, derrotaram o Paraguai após mais de cinco anos de lutas durante os quais o Brasil enviou em torno de 150 mil homens à guerra. Cerca de 50 mil não voltaram — alguns autores asseveram que as mortes no caso do Brasil podem ter alcançado 60 mil se forem incluídos civis, principalmente nas então províncias do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso. Argentina e Uruguai sofreram perdas proporcionalmente pesadas — mais de 50% de suas tropas faleceram durante a guerra — apesar de, em números absolutos, serem menos significativas. Já as perdas humanas sofridas pelo Paraguai, são calculadas em até 300 mil pessoas, entre civis e militares, mortos em decorrência dos combates, das epidemias que se alastraram durante a guerra, e da fome.

A derrota marcou uma reviravolta decisiva na história do Paraguai, tornando-o um dos países mais atrasados da América do Sul, devido ao seu decréscimo populacional, ocupação militar por quase dez anos, pagamento de pesada indenização de guerra, no caso do Brasil até a Segunda Guerra Mundial, e perda de praticamente 40% de seu território para o Brasil e Argentina. Após a Guerra, por décadas, o Paraguai manteve-se sob a hegemonia brasileira.

Foi o último de quatro conflitos armados internacionais, na chamada Questão do Prata, que o Brasil lutou no século XIX, pela supremacia sul-americana. Tendo o primeiro sido a Guerra da Cisplatina, o segundo a Guerra do Prata, e o terceiro a Guerra do Uruguai.

26 abril 2010

Emergentes querem acordo para o clima até 2011


Quatro países em desenvolvimento se reuniram na África do Sul hoje para discutir um acordo global obrigatório sobre mudanças climáticas que, segundo eles, precisa ser finalizado até o ano que vem. Os ministros do Meio Ambiente de Brasil, África do Sul, Índia e China se encontraram na Cidade do Cabo para debater sobre como acelerar o processo de conclusão de um acordo do tipo, exigindo que as nações ricas reduzam as emissões de carbono e combatam o aquecimento global.

Em pronunciamento conjunto, os ministros afirmaram ter sentido "que um resultado legalmente obrigatório deveria ser concluído em Cancún, no México, em 2010; ou, no máximo, na África do Sul em 2011", referindo-se aos encontros da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima. "A falta de tais acordos afeta mais os países em desenvolvimento do que os desenvolvidos", criticaram.

Os ministros pediram ainda que as nações desenvolvidas acelerem o estabelecimento de um fundo de US$ 10 bilhões para ajudar os países pobres "a desenvolver, testar e demonstrar abordagens de implementação prática tanto para adaptação quanto para a atenuação" destes problemas.

O último encontro das Nações Unidas sobre o tema, realizado no ano passado em Copenhague, foi criticado por não chegar a um novo tratado que limitasse a emissão dos gases causadores do efeito estufa. As informações são da Dow Jones.


AE - Agência Estado

21 abril 2010

21 de abril de 1960 – Brasília é inaugurada como capital da República


“A mudança do Governo para Brasília representa hoje mais do que a simples mudança da capital: é a realização de uma idéia sobre a qual se assentou a maior parte das esperanças de uma nova configuração econômica, social e política do Brasil. E Brasília, gerada pela vontade e a força da idéia, é o símbolo dessa esperança. Por ela, tudo se deu e nada há de ser negado. Dela vem a indagação que, no fundo cada qual parece estar fazendo mudamente a todos: o que será Brasília no amanhã brasileiro?” (JB, 21 de abril de 1960)

Apesar de ter sido idealizada na primeira Constituição da República, de 1891, a construção de Brasília só ocorreu na gestão de Juscelino Kubitschek (1956-1961), sendo a meta síntese de seu famoso Plano de Metas. Com o lema “Cinquenta anos em cinco”, JK queria basear seu governo em um modelo de desenvolvimento econômico acelerado, transformando o Brasil agrário e “atrasado” em um país industrializado e “desenvolvido”. O plano priorizava cinco setores: energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação. JK, assim, investiu principalmente na construção de rodovias e, movido por um ideal de integração do território nacional, transformou a antiga ideia de levar a capital para o coração do país em realidade.

A inauguração de Brasília, aguardada ansiosamente pelos brasileiros, ocorreu no mesmo dia em que possivelmente aconteceu a fundação de Roma (753 a.C.), o centro do maior império da Antiguidade Clássica e, hoje, capital da Itália; e também na mesma data em que se lembra a morte de Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes -, conhecido por ter sido o herói da Inconfidência Mineira.
Ciente da importância histórica do 21 de abril, JK acordou bem cedo para iniciar o dia de celebração, no qual a capital seria transferida oficialmente do Rio de Janeiro para Brasília. Logo pela manhã, o presidente ouviu o toque da alvorada pela Banda do Batalhão de Guardas, e, depois hasteou a Bandeira Nacional em Frente à nova sede do Governo, o Palácio do Planalto.

“Brasília já vem sendo apontada como demonstração pujante de nossa vontade de progresso, como índice do alto grau de nossa civilização. Já a envolve a certeza de uma época de maior dinamismo, de maior dedicação ao trabalho e à Pátria, despertada, enfim para seu irresistível destino de criação e força construtiva”, declarou Juscelino, ao encerrar o discurso de instalação do Poder Executivo no Planalto. E aposentando de vez as atividades no Palácio do Catete, que, naquele momento, tornava-se um museu.

Baseada no Plano Piloto de Lúcio Costa, vencedor de concurso público em 1957, Brasília era o símbolo do desenvolvimento nacional, intensificado na era JK. Apesar dos contrastes de uma construção erguida sobre o barro do cerrado, a cidade gerou muitos empregos, além de ter contribuído para o povoamento do Centro-Oeste, que sempre fora preterido desde a chegada dos portugueses na Ilha de Vera Cruz, quase 510 anos atrás.


Fonte: JB

20 abril 2010

Política externa "açucarada" é obstáculo para Brasil, diz jornal


Um artigo publicado nesta terça-feira pelo jornal britânico Financial Times afirma que o jeito "carinhoso" do Brasil é um obstáculo para que o país consiga um lugar entre as grandes potências no cenário internacional.

O texto assinado pelo jornalista John Paul Rathbone afirma que, após a crise financeira global, o Brasil "tornou-se importante na comédia das nações, quase sem ninguém perceber".

Há seis anos, o Brasil participava apenas pela primeira vez como convidado de uma reunião do G8, grupo que reúne as maiores economias industrializadas do planeta, e tinha mil diplomatas espalhados pelo mundo. Hoje, segundo o jornal, o Brasil tem 1,4 mil diplomatas e sua voz, ao lado da Turquia e China, é importante em questões internacionais, como as sanções nucleares ao Irã.

Política de 'arco-íris'
No entanto, segundo o texto, "a política de arco-íris do Brasil pode estar atingindo o seu limite e poderia até colocar em risco a vaga permanente no Conselho de Segurança que o país cobiça". "Gafes recentes mudaram a imagem açucarada do Brasil e do seu presidente também", afirma o Financial Times.

Entre os episódios citados pelo jornal estão a crítica feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à greve de fome ativista cubano Orlando Zapata e os comentários do presidente sobre protestos da oposição após as eleições no Irã - quando Lula disse que as manifestações eram "choro de perdedores".

O jornal também destaca o fato de que o Brasil condenou a instalação de bases militares americanas na Colômbia, mas ignorou a compra de armas russas feita pela Venezuela ou o suposto apoio do governo de Caracas às milícias das Farc.

"Para os críticos, essa é uma política externa irritante - narcisista e ingênua. Mas como todos os países poderosos, o Brasil está perseguindo o que acredita que sejam seus interesses. Se ele está fazendo isso bem é outro assunto", diz o texto.

Para o jornal, o Brasil tem diplomatas de competência reconhecida, sobretudo na área comercial, mas o país não tem institutos de pesquisa capazes de abastecê-los com informações sobre o mundo, como Moscou e Washington, o que levaria o país a cometer "erros" e não se acostumar "aos holofotes da opinião internacional".

"Isso custou pouco ao Brasil até agora", diz o Financial Times. "Ainda assim, muitos sentem que se o Brasil vai se sentar na principal mesa, ele terá de tomar decisões difíceis", afirma o jornal, citando a posição do país sobre propriedade intelectual na Rodada Doha.

Outro desafio do Brasil, segundo o artigo, acontecerá após as eleições, quando o país perderá o "charme de Lula". "A imagem do império carinhoso pode não durar mais", conclui o texto.

Fonte: Terra

19 abril 2010

Era Vargas por Boris Fausto

Assista o vídeo ou faça o download pelo site Domínio Público. Excelente documentário!

http://www.dominiopublico.gov.br/download/video/me000813.mp4

15 abril 2010

Concurso de Bolsas 2010.2 - Inscrições Abertas!!!


Participe do Bolsão Clio 2010.2!

Inscrições: http://www.cursoclio.com.br/noticias/noticia.asp?id_aviso=191

A partir do dia 14 de abril começam as inscrições para o Bolsão. São 90 bolsas de estudo com descontos de até 90%.

Confira abaixo mais informações:

Período de Inscrição: de 14 a 24 de abril de 2010.


Cidades contempladas no Bolsão 2010.2:

* As vagas serão oferecidas para as seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
Total de bolsas oferecidas:

* Serão concedidas 90 bolsas divididas pelas unidades participantes.


Provas:

O Concurso terá 2 fases:
* 1ª fase: Prova objetiva, presencial, composta por questões de conhecimentos gerais.
Período: 22 a 24 de abril (quinta a segunda) de 2010 - São Paulo e Brasília22, 24 e 26 de abril (quinta, sábado e segunda) - Rio de Janeiro

* 2ª fase: Prova discursiva, classificatória, presencial, realizada juntamente com a prova da 1ª fase, com questões de Língua Portuguesa e Língua Inglesa.
Período: 22 a 24 de abril de 2010.

Duração: 2 horas e 30 minutos, em data escolhida pelo candidato para a realização das provas de 1ª e 2ª fase


. Documentação necessária para a realização da prova:
* Apresentação da identidade original do candidato
* Cópia da Identidade do candidato;
* Cópia do CPF do candidato;
* Cópia do comprovante de escolaridade do candidato.


O resultado final será divulgado no dia 3 de maio de 2010 no site do Curso Clio.

Em caso de dúvidas, entre em contato a nossa equipe:
E-mail:
online@cursoclio.com.br;

Central de Atendimento:
4002 2707 - para capitais e regiões metropolitanas0800 021 1208 - demais cidades


14 abril 2010

Some Respite for Greece in Successful Debt Sale


Greece sold 1.56 billion euros ($2.12 billion) in high-yield debt that effectively carries a European Union guarantee.

Investors bid 3.9 billion euros on Tuesday for the 600 million euros of 52-week Treasury bills, the Greek Public Debt Management Agency said, meaning the offer was oversubscribed 6.54 times.

An auction of 26-week bills, also seeking 600 million euros, drew bids totaling 4.6 billion euros, for an oversubscription ratio of 7.67. The demand allowed Greece to sell 780 million euros of bills in each auction.

But economists warned that Greece still faced immense long-term problems. In the worst case, Greece could still default, analysts said. More likely, in coming years it will require serial bailouts by its euro zone partners.

“Even under relatively conservative assumptions the Greek debt situation is unsustainable,” said Erik F. Nielsen, the chief European economist at Goldman Sachs in London and a former International Monetary Fund official. “Something has to give.”

Left to fend for itself, Greece would probably run out of money and default, analysts say. But other European countries are likely to conclude, however reluctantly, that continuing to support Greece is less costly than letting the country go under.

A Greek default would cause borrowing costs to spike in other overly indebted countries like Spain, creating a much graver crisis that would threaten the credibility of the euro.

“Greece is too small to fail,” said Stuart Green, economist at HSBC Bank in London. “The policy of E.U. leaders is to nip the problem in the bud with Greece before it becomes more expansive.”

Still, the successful bond sale seemed to validate the decision by European governments on Sunday to provide 30 billion euros in loans if Greece was unable to raise money at a reasonable cost. The International Monetary Fund is expected to provide another 15 billion euros in aid.

The demand on Tuesday for Greek debt also seemed to indicate that Athens would not need to ask for the help right away.

“We can turn our attention with greater calm to domestic challenges and promote the necessary changes,” Prime Minister George A. Papandreou said, according to Reuters.

However, the rates on the notes — 4.85 percent for the 52-week bills and 4.55 percent for the 26-week bills — were more than double those Greece paid on Jan. 12 on similar maturities.

In addition, yields on debt with maturities of two or more years were still at least 6 percent in Tuesday trading, meaning the government will have to pay a high price as it seeks to refinance 40 billion euros more in debt this year.

“There seems a strong chance that the government will eventually be forced to seek funds from the rest of the euro zone,” Ben May, of Capital Economics in London, wrote in a note.

The need to refinance debt is only the most immediate of Greece’s problems.

The Greek government has based its plans to shrink the budget deficit, which is nearly 13 percent of its gross domestic product, on a modest economic downturn of 0.3 percent this year. The government expects growth to resume in 2011.

But economists at UBS, the Swiss bank, warn that those assumptions could be way too optimistic. UBS forecast a plunge in G.D.P. of 5 percent this year and next as cuts in public sector wages and other austerity measures feed through into the broader economy. If so, Greece could become caught in a vicious circle where declining output undercuts attempts to reduce the ratio of borrowing to G.D.P. The debt burden would increase at the same time the government’s ability to pay was declining.

European leaders will also be mindful of how deeply exposed their own banks are to Greece. All told, Greece owes 252.8 billion euros to European banks.

The country’s debt situation is certain to be a main topic yet again when European Union finance ministers meet in Madrid beginning late Thursday.

Ultimately, Greece’s fate rests on the ability of Mr. Papandreou and his government to create a more competitive economy. As a euro member, though, Greece cannot take the traditional route to competitiveness in world markets and devalue its currency to cut the price of its exports.

“The only way to be competitive is by adjusting costs, and that means wages going down,” said Diego Iscaro, an economist at IHS Global Insight in London. “That is likely to be a long and painful process.”


Fonte: The New York Times

12 abril 2010

Programa Diplomacia - Sintonize UHF

O Embaixador da Alemanha, Wilfried Grolig, em entrevista no Programa Diplomacia.


O Lima Estúdio está atraindo a atenção do Senado Federal!!! Olha o e-mail que recebi pelo último post:

Caro Lima.Vi sua nota sobre o Diplomacia. Sou o editor responsável pelo programa. Informo que ele é mensal, o deste mês tem a sinopse abaixo. Ele será reprisado nos mesmo horários no sábado 17 e domingo 18. Estarei inserindo seu e-mail na mala direta do programa e caso deus leitores desejem receber avisos diretos sobre o programa, basta escreverem para diplomaciatv@senado.gov.br;

Um abraço
Francisco Sant'Anna - Editor do Diplomacia

O programa de março apresenta as expectativas dos encontros dos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), que acontecem em Brasília no mês de abril. O Ano Brasileiro-Alemão da Ciência, Tecnologia e Inovação e as relações entre o Brasil e a Alemanha são o enfoque de uma entrevista concedida pelo embaixador daquele país no Brasil, Wilfried Grolig.


O Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar neste final de semana. Sábado, 17/4, às 11h30 e 22h30, e domingo, 18/4 às 9h e às 17h. A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:

* 36 UHF (Gama-DF)
* 40 UHF (João Pessoa-PB)
* 43 UHF (Fortaleza-CE)
* 49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste)
* 51 UHF (Brasília-DF)
* 52 UHF (Natal-RN)
* 53 UHF (Salvador-BA)
* 55 UHF (Recife-PE)
* 56 UHF (Cuiabá-MT)
* 57 UHF (Manaus-AM)

Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT) ou na Internet pelo
www.senado.gov.br/tv.

09 abril 2010

Programa Diplomacia na TV Senado


Se você é daqueles que passa direto pelos canais da TV Senado e TV Câmara, pode estar perdendo um excelente conteúdo. Zapeando os canais de TV na casa de um amigo, minha esposa e eu descobrimos o programa que tem tudo a ver com os concurseiros para o CACD.

O DIPLOMACIA de março mostra como o Brasil vem mantendo conversações com outros países emergentes para ter condições de buscar posições comuns em foros internacionais e aumentar o comércio. (Disponível para download até 11/04/2010)

Como o site é em flash, vou passar o caminho das pedras:
* Acesse: http://www.senado.gov.br/tv
* Clique em download
* Clique em Diplomacia - Março

Assistir online é melhor.

08 abril 2010

Livros para download - História Mundial


Os livros abaixo fazem parte da bibliografia do CACD 2010 para História Mundial. Quem encontrar os outros, pode mandar o link. Sugiro que procurem também nas bibliotecas de faculdades de história, como estou fazendo aqui em Volta Redonda-RJ.

BARRACLOUGH, G. Introdução à História Contemporânea
http://www.scribd.com/doc/7389069/Geoffrey-Barraclough-Introducao-a-Historia-Contemporanea

BEAUD, Michel. História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias
http://www.scribd.com/doc/29416147/Michel-Beaud-Historia-Do-Inicial




EUA e Rússia assinam novo acordo de redução nuclear em Praga


Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitry Medvedev, assinaram nesta quinta-feira em Praga, capital da República Checa, o acordo bilateral de redução de seus arsenais de armas nucleares mais significativo em 20 anos.

O acordo estabelece que a redução ocorrerá ao longo de sete anos e que cada parte limitará o seu número de ogivas nucleares a 1.550. O novo teto é cerca de 30% menor que o de 2,2 mil ogivas previsto pelo acordo antigo de redução nuclear russo-americano.

Rússia e Estados Unidos também se comprometeram a limitar a 700 o número de mísseis balísticos capazes de levar as ogivas nucleares. Atualmente, os EUA possuem 798 desses artefatos, enquanto a Rússia tem 566, menos que o limite.

O acordo, que substituirá o Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start, na sigla em inglês), assinado em 1991 e expirado em dezembro, ainda precisa ser aprovado pelo Senado americano e pelo Parlamento russo, a Duma.

Importância
Estima-se que o arsenal americano e russo alcance hoje mais de 2 mil e 2,5 mil ogivas nucleares estratégicas, respectivamente. Durante o período da Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a ter mais de 15 mil ogivas nucleares estratégicas, e a Rússia, mais de 10 mil.

Entretanto, para o analista da BBC para assuntos de geopolítica Jonathan Marcus a importância do acordo está menos nos números e mais no significado simbólico do entendimento.

"O acordo marca uma reaproximação nas relações EUA-Rússia, preconizando, talvez, uma postura mais dura da Rússia em relação ao programa nuclear iraniano", afirmou.

"As armas nucleares são parte importante da equação de defesa russa, em um momento em que o seu papel no pensamento estratégico americano está se tornando mais limitado."

Marcus disse que os critérios para contar as unidades de ogivas nucleares são pouco claras e que cortes mais significativos nas armas nucleares de longo alcance russas e americanas ainda podem tardar anos de negociações bilaterais.

Ambos os países já haviam concordado em diminuir o número de mísseis em julho do ano passado, mas o acordo havia ficado em suspenso até agora por diferenças sobre a verificação das reduções.

No início desta semana, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, declarou que o acordo representa "um novo patamar de confiança" entre Rússia e EUA.

Ao anunciar o acordo, no mês passado, Obama fez referência à Guerra Fria e disse que o entendimento é "um novo passo adiante para deixar para trás o legado do século XX e construir um futuro mais seguro para nossos filhos."

Fonte: BBC Brasil - BBC BRASIL.com


07 abril 2010

Desenvolvimentismo - Telecurso



Nesta teleaula você vai ver como o desenvolvimentismo de JK tomou conta da sociedade brasileira dos anos 50. Além disso, vai acompanhar o clima de otimismo e esperança do pós-guerra, que consolidou no Brasil através de novas formas de expressão cultural, na música, no cinema, no teatro, nas artes plásticas e na literatura.

Um pouco de desenvolvimentismo - História do Brasil


Os interesses multinacionais e associados cresceram rápida e estavelmente, estimulados pela política de desenvolvimento de Juscelino Kubitschek. Por volta de 1960 tais interesses haviam se tornado a força sócio-econômica dominante. Ao mesmo tempo em que esse processo ocorria, um novo conjunto de agentes sócio-políticos aparecia na economia e na política brasileira. Esses agentes formaram um aparelho civil e militar modernizante responsável pelos assuntos relativos à produção e administração política do bloco econômico multinacional e associado.

Esta estrutura de poder político de classe do bloco multinacional e associado era corporificada numa inteligentsia empresarial. Esses agentes sociais modernizante-conservadores, todos eles verdadeiros intelectuais orgânicos do novo bloco em formação, eram:

a) diretores de corporações multinacionais e diretores e proprietários de interesses associados, muitos deles com qualificação profissional;

b) administradores de empresas privadas, técnicos e executivos estatais que faziam parte da tecnoburocracia e:

c) oficiais militares.

Os interesses multinacionais receberam também o apoio político de seus próprios governos, assim como a assistência, dada às companhias multinacionais e interesses associados no Brasil por organizações políticas das classes dominantes dos países-base.

06 abril 2010

Análise sintática - o início


A lista abaixo mostra os conteúdos de análise sintática que se referem ao estudo da oração. Você pode consultá-lo sempre que aprender um novo conteúdo. Pode também usá-lo como um resumo para seus estudos.

Os termos destacados nesse quadro fazem parte da Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB). O que isso significa? A NGB é uma espécie de resumo dos conteúdos gramaticais referentes ao português falado no Brasil e funciona como um guia para o ensino da nossa língua.

A NGB foi criada em 1958 por um grupo de estudiosos e gramáticos de muito prestígio, como Antenor Nascentes, Rocha Lima e Celso Cunha. No ano seguinte, foi transformada em lei por uma portaria do presidente Juscelino Kubitscheck e passou a ser utilizada obrigatoriamente nas escolas de todo o Brasil. Antes da existência dessa lei, o estudo da gramática não era unificado e havia muita confusão com o uso de diversas terminologias.

Hoje em dia vários estudiosos apontam a necessidade de atualização da lei, em função do avanço dos conhecimentos lingüísticos. Mesmo assim, é a Nomenclatura Gramatical Brasileira que define os padrões de ensino da nossa língua.


1) Termos essenciais da oração

Sujeito:
simples
composto
indeterminado
oculto
oração sem sujeito

Predicado:
nominal
verbal
verbo-nominal

Predicativo:
do sujeito
do objeto

Verbo:
de ligação
transitivo direto
transitivo indireto
intransitivo


2) Termos integrantes da oração

Complemento nominal

Complemento verbal:
objeto direto
objeto indireto

Agente da passiva


3) Termos acessórios da oração

Adjunto adnominal

Adjunto adverbial

Aposto



4) Vocativo



Vou pegar na biblioteca a Gramática do Celso Cunha e Lindley Cintra, base para o estudo da língua portuguesa para o CACD. Ainda bem que existe empréstimo! Para quem quiser a descrição do livro para comprar, segue:

CUNHA, Celso. Nova gramática do português contemporâneo. 5. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008. 762 p. : il. ISBN:9788586368325.

05 abril 2010

Tabela de Estudo - Abril/2010


Olá pessoal! Após vinte dias de férias merecidas, volto ao ponto de estudos para o CACD mais querido do Brasil!!! Acima, a minha tabela de matérias para estudo diário. Espero postar uma matéria por dia, a partir de amanhã.

Novidade: Estive no Curso Clio no Rio de Janeiro. Caraca!!! Eles são donos quase que do prédio inteiro. Fica bem no centro do Rio mesmo, perto do prédio da minha professora de mandarim. Fui muito bem atendido e recebi orientações importantes sobre os módulos e formas de pagamento.

Uma dica que recebi - estudar português baseado na Gramática do Celso Cunha.

Bom, por hora é isso. Forte abraço e rumo ao alvo!

08 março 2010

Retaliação brasileira aos EUA será a 2ª maior da história

Dentro de um mês, 102 produtos importados dos Estados Unidos ficarão mais caros. O governo brasileiro divulgou nesta segunda-feira a lista autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A OMC permitiu que o Brasil sobretaxe os produtos americanos em até US$ 829 milhões em retaliação cruzada - ou seja, não só bens como serviços e propriedade intelectual serão sobretaxados. É o segundo maior valor já autorizado pela organização.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, estima que a retaliação apenas de bens será de, pelo menos, US$ 591 milhões. Os cálculos foram feitos com base na importação brasileira de 2008.

De acordo com Carlos Márcio Cozendey, diretor do departamento de política econômica do Itamaraty os produtos que vão sofrer aumento de impostos não representam uma grande proporção das importações brasileiras de produtos americanos.

"Evitamos sobretaxar produtos que não têm outros fornecedores que não os Estados Unidos e também produtos que o mercado brasileiro não consegue suprir. Esse período de 30 dias servirá, inclusive, para que os comerciantes tomem uma decisão e mudem seus importadores", explicou.

No caso dos celulares, por exemplo, a participação americana no mercado brasileiro, em 2008, foi apenas de 2%.

De acordo com a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, Lyhta Spíndola, o caso do trigo americano foi exceção em 2008. "Tivemos problemas com a exportação argentina e canadense e, dos US$ 374 milhões exportados em produtos agrícolas dos EUA, US$ 318 milhões foi apenas de trigo", destacou.

As sobretaxas vão valer por um período de um ano. Neste tempo, os EUA podem apresentar contraproposta ou aceitar as condições impostas pela OMC - diminuir os incentivos domésticos dados a produtores de algodão do país e garantir o acesso de produtos de outras nações ao mercado americano. Se nada acontecer nesse período, as medidas continuarão em vigor.

Lytha destacou que o Brasil não era favorável à retaliação. "Esse é um desafio muito grande para países que têm o direito de aplicar sanções. Nós sempre estivemos aberto a negociações, mas depois de oito anos de litígio e sem resposta dos EUA, não havia mais opções para o Brasil", argumentou.

A OMC autorizou o Brasil a aumentar os impostos sobre produtos americanos em até 100 pontos percentuais. A maior parte desses produtos, no entanto, tiveram as alíquotas dobradas. Foi o caso do paracetamol, que passou de 14% para 28%.



Luciana Cobucci
Direto de Brasília
Especial para o Terra

Pelo menos 500 morrem em massacre étnico na Nigéria

Islâmicos da etnia fulani invadiram casas de mataram todos que encontraram, incluindo mulheres e crianças


JOS - O confronto étnico-religioso ocorrido no domingo perto de Jos, no norte da Nigéria, deixou pelo menos 500 mortos, informou nesta segunda-feira, 8, o porta-voz do governo do estado de Plateau, Gregory Yenlong.

Armados com revólveres, metralhadoras e machados, pastores da etnia fulani invadiram as casas das cidades de Dogo Na Hauwa, Ratsat e Jeji no domingo e mataram todos que encontraram pela frente, incluindo mulheres e crianças.

"Nós conseguimos fazer 95 prisões, mas ao mesmo tempo mais de 500 pessoas foram mortas nesse abominável ato", afirmou o nigeriano Dan Manjang, por telefone.

Acredita-se que o massacre, ocorrido a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang, tenha sido a resposta dos pastores aos confrontos religiosos de janeiro passado, que deixaram 326 mortos. Na ocasião, o incidente foi considerado pelos membros da etnia fulani uma ação organizada para assassinar muçulmanos.

O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho. O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado.

Acredita-se que o motivo dos enfrentamentos na região seja a luta pela exploração de terras de cultivo entre cristãos e animistas, de um lado, e pastores muçulmanos fulanis, do outro.

Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria já deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 estados do norte do país.


Fonte: Estadão

03 março 2010

02 março 2010

Malvinas: Hillary quer "facilitar" o diálogo Londres-Buenos Aires


BUENOS AIRES - A chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton, se disse nesta segunda-feira pronta para "facilitar" o diálogo entre o Reino Unido e a Argentina sobre as Ilhas Malvinas.
"O que queremos é tornar mais fácil um diálogo. Mas são os dois países que decidirão entre si", disse ela no avião que a transportava para a capital argentina.

Apesar da derrota numa guerra que custou a vida de 649 soldados argentinos e 255 britânicos, em 1982, a Argentina reivindica a soberania sobre essas ilhas do Atlântico Sul situadas a 500 km de seu litoral, mas ocupadas desde 1833 sob o nome de Falklands pelo Reino Unido.

Washington "possui fortes laços de amizade tanto com a Grã-Bretanha quanto com a Argentina, e estamos preparados para prestar nossa ajuda", comentou por sua vez, em Washington, Philip Crowley, porta-voz da diplomacia americana.

Hillary Clinton deve encontrar em Buenos Aires a presidente argentina Cristina Kirchner.



Fonte: Jornal do Brasil

01 março 2010

Mujica ratifica compromisso com o Mercosul


O novo presidente do Uruguai, José Mujica, reafirmou nesta segunda-feira seu compromisso com a integração regional ao dizer, durante seu discurso de posse, que os uruguaios são "Mercosul até que a morte os separe". "Somos Mercosul até que a morte nos separe, e esperamos uma atitude recíproca", afirmou Mujica diante dos vários presidentes latino-americanos que foram vê-lo jurar o cargo em cerimônia solene no Parlamento de Montevidéu.

O Mercosul é integrado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela está em processo de integração formal, ainda falta ser ratificada pelo Parlamento paraguaio. Em seu primeiro discurso frente à Assembleia Geral (senadores e deputados), Mujica reafirmou seu compromisso com o processo de integração regional.

Compareceram à cerimônia os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva; Fernando Lugo, do Paraguai; Evo Morales, da Bolívia; Álvaro Uribe, da Colômbia; Rafael Correa, do Equador; e Hugo Chávez, da Venezuela.

Além disso, Mujica considerou a presença dos chefes de Estado como "um compromisso com a democracia" e disse: "é bom sentir ''tête-à-tête'' esse apoio".

Ele afirmou que seu Governo, o segundo de esquerda na história do Uruguai, vai fazer "o máximo possível" para destinar recursos à área social. "Atualmente, 2% dos uruguaios vivem abaixo da linha da pobreza, o que é uma vergonha nacional", disse o líder em sua mensagem de posse.

Segundo o presidente recém-empossado, "um em cada cinco uruguaios são pobres. Isso não é justo, mas, além disso, é perigoso. Não queremos um país apenas com números positivos, mas um país bom para viver".

Mujica, que antes e durante a ditadura do Uruguai (1973-1985) esteve preso em duras condições, afirmou que as Forças Armadas do país "estão cheias de pobres". Ele reiterou seu compromisso para apoiar aos soldados com planos de moradia e melhorar seus salários.

Fonte: Terra

Homenagens relembram os 100 anos de Tancredo Neves


Com a presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e do governador Aécio Neves, será lançado hoje em Belo Horizonte um selo comemorativo do centenário de nascimento do ex-presidente Tancredo Neves. O evento faz parte de uma série de homenagens que irão se prolongar até 21 de abril - o dia de sua morte, um dos traumas nacionais no recente período da redemocratização.

Na quarta-feira, o Congresso realiza uma sessão solene para lembrar o primeiro presidente civil após o golpe militar de 1964. Na quinta, será inaugurada em Belo Horizonte a nova sede do governo do Estado, projetada por Oscar Niemeyer, com o nome do ex-presidente. No mesmo dia reabre em São João Del Rey, completamente reformulado e com o patrocínio de empresas privadas, o Memorial Tancredo Neves. As comemorações prosseguirão nas semanas seguintes com exposições, lançamentos de livros e de um documentário cinematográfico dirigido por Silvio Tendler, homenagens na Academia Brasileira de Letras e no Museu Histórico do Rio e outros eventos.

Tancredo nasceu em São João Del Rey no dia 4 de março de 1910. Foi deputado federal, senador e governador de Minas. Também fez parte do gabinete ministerial de Getúlio Vargas - no período democrático - e ocupou o cargo de primeiro-ministro no curto período parlamentarista que o Brasil teve, no início dos anos 60, no governo de João Goulart.

Tido como político conciliador e hábil articulador político, ele ocupava o cargo de governador de Minas pela segunda vez quando lançou-se candidato a presidente. Foi eleito no dia 15 de março de 1985, pela via indireta, no Colégio Eleitoral. Seria o sucessor do general João Baptista de Figueiredo, o último representante da dinastia de militares que se sucederam no poder desde 1964, e havia enorme expectativa em torno do governo que chefiaria.

Com a posse marcada para 15 de março, ele ainda estava compondo seu ministério quando foi vítima de uma infecção generalizada, que o levaria à morte 31dias depois. Seu vice era José Sarney, oriundo do PDS, antigo partido de sustentação da ditadura. As multidões que saíram às ruas para a despedida final, em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, foram o atestado do trauma que a morte representou para a chamada Nova República.

Passados 25 anos e cinco presidentes, um dos quais apeado do poder por um processo de impeachment, a memória dos 50 anos da carreira política de Tancredo parece cada vez mais reduzida ao período de transição democrática, quando participou da campanha pelas eleições diretas e, em seguida, foi ao Colégio Eleitoral.

"Os jovens não sabem quem ele foi e os mais velhos estão restritos às imagens das Diretas Já. Só quem conhece a história do Brasil sabe quem ele foi realmente", diz Andrea Neves, neta mais velha de Tancredo e principal articuladora das comemorações do centenário.

Para ela, o avô deveria ser lembrado como um intransigente defensor da ordem e dos princípios democráticos. Ao falar sobre o assunto é capaz de arrolar em minutos mais de uma dezena de episódios marcantes da história em que o avô mostrou fidelidade a esse princípios. Um exemplo: "Na eleição do marechal Castelo Branco, no Congresso, só dois deputados votaram contra. Um foi meu avô."

24 fevereiro 2010

Candidata do PT nos tempos de ditadura


Desenhando para o Ziraldo



Cara, este momento foi muito legal! Já fazia desenhos animados para uns personagens do Ziraldo há uns quatro ou cinco anos quando me apresentei a ele aqui em Volta Redonda. Eram uns comerciais para a rede de lojas TICO TICA BUM de produtos infantis. O Ziraldo já conhecia meu trabalho, mas ainda não me conhecia. Me deu um abraço e disse que gosta da animação dos personagens (Ufa!). Senti conversando com um tio meu! Que simplicidade!

15 fevereiro 2010

12 fevereiro 2010

República Velha por Boris Fausto

video

Amorim muda discurso e condena avanço iraniano



ADVERTÊNCIA - Amorim justifica insistência do País em negociação

BRASÍLIA
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, advertiu ontem que o enriquecimento de urânio a 80% é uma violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) e qualquer menção sobre o tema não seria uma atitude construtiva. Esse ponto de vista foi apresentado pelo chanceler ao final de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Carl Bildt, após ser questionado sobre a declaração do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de que seu país tem capacidade para enriquecer urânio a 20% ou 80%.

Impasse nuclear:
Brasil pode mudar de posição a favor de sanções ao Irã

Casa Branca acusa Irã de blefar sobre sua capacidade nuclear
Irã é um Estado nuclear, diz Ahmadinejad no dia da revolução
Paciência do Ocidente com o Irã está acabando, alerta Brown


Amorim repetiu três vezes que "lamentaria" uma decisão nessa linha por parte do Irã, mas teve o cuidado de acrescentar que, até aquele momento, não havia "lido" as notícias sobre Teerã. Mais adiante, Amorim admitiu que o tema causa preocupação. "Todos nós estamos preocupados. Eu também estava muito preocupado com o Iraque (antes do início da guerra, em 2003) e fiquei mais preocupado depois", insistiu. "Fico preocupado também em encontrar o caminho certo."

Claramente nervoso com a notícia, Amorim manteve cautela diante dos jornalistas e declarou que não poderia adiantar nada sobre eventuais discussões sobre sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã - apoiadas pelos membros permanentes, exceto a China - ou sobre o processo de negociação de um acordo. O chanceler alegou que precisaria antes saber se a declaração de Ahmadinejad foi "retórica" ou "um arroubo".

"Não sei o que foi dito nem como foi dito. Evidentemente, enriquecer (urânio) a 80% será uma violação ao TNP", afirmou. "Acho até que falar nisso, embora não seja proibido, não é produtivo", completou o chanceler.

Apesar de afirmar que, em sua opinião, deve haver um "limite" nesse imbróglio nuclear que opõe o Irã ao Ocidente, Amorim insistiu que é preciso fazer um "esforço" de diálogo em prol de uma "solução pacífica".

Pelo segundo dia consecutivo, o chanceler sugeriu que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convoque os negociadores iranianos para dar explicações sobre as recentes declarações de Ahmadinejad e de outras autoridades do país, que causaram reações no exterior.

JUSTIFICATIVA

Em uma atitude defensiva, Amorim justificou a insistência do governo brasileiro pela via da negociação, em um momento em que cinco das seis das potências nucleares estão convencidas de que a imposição de sanções é o único meio de forçar o Irã a retomar o diálogo sobre o acordo de troca de urânio enriquecido a 3% por combustível nuclear, intermediado pela AIEA. O chanceler argumentou que a preocupação do Brasil é idêntica à dessas potências - a garantia de que não haverá proliferação de armas atômicas.

"Quando dizem que nós não deveríamos entrar (na questão), que isso é uma confusão, uma saia-justa, essas pessoas se esquecem que o mundo é um só e, se houver um problema grave no Irã, pode haver uma série de efeitos, desde o aumento do preço do petróleo até uma catástrofe humana, como ocorreu no Iraque antes da guerra", ponderou.


PRECAUÇÃO

Celso Amorim
Chanceler brasileiro "Todos estamos preocupados.
Eu também estava muito preocupado com o Iraque (antes do início da guerra, em 2003) e fiquei mais preocupado depois"

"Não sei o que foi dito nem como foi dito. Evidentemente, enriquecer (urânio) a 80% será uma violação ao TNP"

"Acho até que falar nisso, embora não seja proibido, não é produtivo"



Fonte: Estadão

11 fevereiro 2010

África do Sul ainda busca se livrar da herança do apartheid


RIO - Há exatos 20 anos, num domingo glorioso de sol, Nelson Mandela deixava, a pé, a cela da cadeia Victor Vester, nos arredores da Cidade do Cabo, onde viveu 27 anos, seis meses e seis dias encarcerado pelo seu engajamento contra o regime brutal do apartheid. Acompanhado de Winnie, sua esposa à época, Mandela, ou Madiba, como preferem os sul-africanos, caminhava rumo ao mar de correligionários que o aguardava. O povo, ansioso para rever seu herói, parecia adivinhar o que o governo do então presidente Frederik De Klerk já sabia: que o apartheid, regime estatal de exclusão e uma das vertentes mais brutais de discriminação racial já vistas no mundo, não iria sobreviver por muito tempo. Com passos tímidos, braço erguido e punhos cerrados, Madiba caminhava em direção a uma nova África do Sul.


A decisão de De Klerk de libertar Nelson Mandela sem que este fizesse concessões em relação aos princípios de igualdade que sempre defendera, expôs a instabilidade interna de um sistema que já ruia, face ao isolamento a que o mundo o tinha condenado, e às inúmeras sanções internacionais que paralisavam a economia do país. Segundo os analistas, De Klerk não tinha, em 1999, outra opção, e fez apenas aquilo que poderia ter feito, libertando os prisioneiros políticos e legalizando partidos e sindicatos.


– O apartheid já estava no fim muito antes da libertação de Mandela – afirma José Gonçalves, economista angolano radicado no Rio e professor especialista nas relações Brasil-África na Universidade Cândido Mendes. – A primeira vez que visitei o país foi durante a independência da Namíbia, quatro anos antes do fim do apartheid. Na época, já havia a realização de festas mistas e namoros interraciais, que ainda eram considerados atos criminosos. Nesse sentido, já se tinha muita transgressão e sinais de que o regime estava à beira do esgotamento.

De fato, durante o discurso que proferiu diante da multidão que se concentrava na Cidade do Cabo a sua espera, Nelson Mandela fulminou:

– A nossa marcha para a liberdade é irreversível.

Presidente

Após a sua libertação, Mandela teve um papel decisivo como presidente do partido Congresso Nacional Africano (CNA) nas negociações que conduziram ao fim do apartheid. Em 1994, aos 75 anos de idade, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul a ser eleito em um processo democrático.

Herança

Hoje, entretanto, 20 anos após a libertação de Mandela e 16 anos desde a primeira eleição multirracial do país que o consagrou presidente, a África do Sul ainda sente o peso da herança do apartheid.

Segundo Gonçalves, milhões de negros ainda vivem na miséria, e a taxa oficial de desemprego, de acordo com uma pesquisa publicada na terça-feira pelo governo sul-africano, é de 24,3% – índice semelhante ao existente nos meses que antecederam o fim do apartheid.

– Outro grande problema é que, apesar de hoje os diversos grupos raciais e étnicos terem os mesmos direitos e se respeitarem, eles ainda vivem segregados. – diz Gonçalves. – Não há convivência interracial, apesar de a segregação ser social e não política. As pessoas até procuram conviver harmoniosamente e o governo é misto, mas as marcas do passado são evidentes.


Mandela do Rio pede ajuda

Thiago Feres

O libertador e guerrilheiro Nelson Mandela se envolveria em mais uma causa se soubesse das precárias condições em que vivem os moradores da favela que leva seu nome, em Manguinhos (Zona Norte do Rio).

Em meio a tanta miséria, não é raro encontrar quem conheça a história de luta e determinação de Mandela. Pela janela de sua casa, a moradora Sandra Maria, 52, sonha.

– Seria um desafio e tanto para o velho Mandela. Nos livrar de toda essa dominação imposta. Acho que ele conseguiria fácil. Fez um trabalho bem mais difícil na África – afirma.

A comunidade, divida em três partes, Mandela I, II e III, nasceu em 1990 e foi batizada em homenagem ao líder africano. No local, 5 mil habitantes, 30% crianças, lutam diariamente contra os graves problemas de saúde, a maioria deles causados pela proximidade com os canais do Cunha e do Jacaré, onde é despejado, sem tratamento, todo o esgoto da população local. As mesmas águas são usadas como piscina pelas crianças, que mergulham felizes diariamente, sem saber dos graves danos que estão causando à própria saúde.

De dentro do barraco de madeira de Vilca Freire, 34, é possível ver o Canal do Jacaré pelos vãos do piso. Ela conta que sequer possui um banheiro dentro da sua residência.

– Fazemos as nossas necessidades fisiológicas num balde e despejamos no rio – afirma. – No último sábado, a madeira do piso cedeu e, por pouco, uma filha minha não caiu.

Próximo ao Canal do Cunha, a situação se repete. Até cobras já foram encontradas. A casa de madeira de Jussara Ualerif, 50, está afundando. Ela mora no barraco com as três filhas e é uma das fundadoras da favela.

– Estou acreditando na promessa de melhoria feita pelas autoridades. Não posso continuar morando aqui – diz.

Os problemas de habitação não são os únicos enfrentados pelos moradores. Muitos reclamam da falta de áreas de lazer para as crianças. Segundo a presidente da Associação de Moradores da favela Mandela I, Elcileni de Souza, a única obra visando o entretenimento foi feita por membros da própria comunidade:

– Construímos uma piscina numa das praças principais daqui. Faz a alegria dos jovens.

Um carro abandonado, conhecido como ratolândia, é o outro point de brincadeiras.

O lixo é outra grande preocupação, aliás, bastante visível pelas ruas da Mandela I. Segundo os moradores, a coleta é feita regularmente, mas está prejudicada pelas obras de pavimentação do PAC, que impedem o trânsito de caminhões.

Promessa de melhorias

O governo a prefeitura informaram que trabalham para acabar definitivamente com as péssimas condições em que vivem os moradores. O trabalho foi iniciado pelo diagnóstico social da população local, pagamento de indenizações e segue com obras.

De casamentos a circulação, tudo era regulado

Durante o regime segregacionista do apartheid, que vigorou na África do Sul de 1948 até 1990, o governo era controlado pelos brancos de origem holandesa e inglesa, os quais governavam apenas para os interesses da elite branca, como uma das fórmulas para manterem o domínio sobre a população nativa. Aos negros eram impostas várias leis, regras e sistemas de controles sociais, como a proibição de casamentos interraciais, circulação apenas em determinadas áreas da cidade e a criação de bairros e instalações públicas só para negros.


Segundo o professor José Gonçalves, o regime do apartheid promovia, por exemplo, a separação geográfica das residências, até mesmo financiando a casa própria para negros, desde que se localizassem nos guetos superpovoados determinados pelo governo. Com isso, o processo de segregação tornou-se “praticamente irreversível” até os dias de hoje, explica.

Para a coordenadora do Núcleo de Estudos Portugueses e Africanos (Nepa) da Universidade Federal Fluminense, Laura Padilha, o sonho de libertação absoluto dos negros sul-africanos tem mesmo um longo caminho a seguir.

– Hoje, você entra nos hotéis e percebe que os negros ainda são os subalternos. Nelson Mandela queria fazer da África uma sociedade arco-íris, mas este sonho ainda não se concretizou – diz.


A próxima conquista de Mandela: o Oscar 2010

O carisma que Nelson Mandela esbanjou na vida política e sua trajetória de luta contra o preconceito racial fizeram dele um personagem ideal para o cinema. Pela quarta vez, o ex-presidente sul-africano é vivido por um ator, depois de Danny Glover (Mandela, de 1987), Sidney Poitier (Mandela e De Klerk, de 1997) e Dennis Haysbert (Luta pela liberdade, de 2007). Desta vez vivido pelo ator americano Morgan Freeman no longa Invictus, o político pode dar a seu intérprete o Oscar de Melhor Ator, além do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante a Matt Damon.


Dirigido por Clint Eastwood, Invictus é baseado no livro Playing the enemy: Nelson Mandela and the game that made the nation, de John Carlin, e se passa em 1995, quando o então presidente eleito da África do Sul tenta unificar a nação através da Copa do Mundo de Rúgbi, que seria realizada pela primeira vez no país. Mandela convida Francois Pienaar (Matt Damon), o capitão da equipe sul-africana de rúgbi – esporte praticado pela elite do país e tido como um símbolo da segregação racial – para incentivar a seleção nacional e a prática da modalidade. Premiado com o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Menina de ouro (2004), Freeman é apontado com um dos favoritos ao troféu de ator na cerimônia do dia 7 de março. Se interpretar alguém que considera um mito vivo era o seu maior desafio, Freeman pode agora se dar por satisfeito em ver seu trabalho bem avaliado pela crítica e, principalmente, por Mandela.

– Se há algo difícil para um ator é interpretar alguém que ainda vive e que todos conhecem – comentou o ator, em entrevista recente ao The New York Times. – Sabendo o que eu sei dele, sua preocupação real não é pelo o que ele fez, mas pelo o que deixou de fazer. Mandela tinha obrigações na família que não podia cumprir por estar preso. O pai da nação é normalmente um pouco pai de família.

A ligação de de Morgan Freeman com a África do Sul e, consequentemente, com Mandela começou em 1992, com um papel no filme O poder de um jovem, um conto sobre um menino branco durante o fim do apartheid. Logo depois, ele dirigiu lá seu primeiro filme, Bopha! - À flor da pele, sobre um policial negro sul-africano em conflito, interpretado por Danny Glover. Sua missão de interpretar Nelson Mandela, no entanto, começou em 1994. Após uma conferência realizada para promover seu livro de memórias, Long walk to freedom, um jornalista perguntou a Mandela quem deveria interpretá-lo num suposto filme. O político respondeu em forma de um convite público ao ator.

– Ele disse que queria que eu fizesse o papel. E foi o que aconteceu. Toda a decisão foi tomada ali.

O produtor sul-africano Anant Singh, que comprou os direitos do livro para o cinema, conseguiu um encontro entre ator e personagem.

– Disse que se fosse interpretá-lo, teria de ter acesso a ele. Queria observá-lo de perto. E, onde quer que estivesse, em qualquer cidade, tive acesso – enaltece Freeman.

O diretor Clint Eastwood diz ter tentado retratar o carisma que sempre viu em Mandela.

– Vi, durante muitos anos, vários documentários sobre ele e suas representações no cinema. Mandela tem aquele sorriso de um milhão de dólares, que faz com que, quando ele entra numa sala, todos os presentes sorriam com ele – destaca Eastwood. – Fiquei emocionado quando estive na pequena cela onde ele ficou preso por 27 anos em Robben Island. Sair de lá como ele fez e deixar tudo para trás é algo quase impossível de ser imaginado.

Invictus estreou no circuito nacional em 29 de janeiro e, até o último domingo, a produção atraiu 137.316 espectadores, arrecadando R$ 433.362 – nos EUA, a bilheteria acumulada foi de US$ 35,8 milhões. No Rio, Invictus permanece em cartaz em 10 salas.


Fonte: Joana Duarte, Jornal do Brasil

10 fevereiro 2010

Câmara aprova promoção do poeta Vinícius de Moraes a embaixador


DA REDAÇÃO - A Câmara dos Deputados aprovou hoje projeto de lei que promove o músico e poeta Vinícius de Moraes, post mortem, ao cargo de embaixador (ministro de primeira classe) no Ministério das Relações Exteriores. O poeta era da carreira diplomática e foi aposentado compulsoriamente em 1968, pelo Ato Institucional 5, no cargo que ocupava de primeiro secretário.

O projeto precisa ainda ser aprovado pelo Senado para a consolidação da promoção de Vinícius, que morreu em 1980. O músico foi anistiado em 1988. A proposta de autoria do Poder Executivo garante aos dependentes do artista os benefícios de pensão correspondentes ao cargo de embaixador da carreira diplomática.

Na justificativa do projeto, o governo afirma que mesmo tendo terminado a carreira diplomática como primeiro secretário, Vinícius prosseguiu a "brilhante trajetória artística que vinha desenvolvendo em solo brasileiro e também no exterior".

"Pode-se afirmar, sem qualquer dúvida, que o extraordinário trabalho artístico desenvolvido por Vinícius de Moraes durante décadas fez dele, mais do que divulgador ímpar do Brasil, um verdadeiro embaixador da cultura brasileira", conclui a justificativa da proposta.


Fonte: Agência Brasil

09 fevereiro 2010

Brasil é pressionado por apoio ao Irã

Diplomatas europeus reclamam, nos bastidores, que a posição brasileira tem dificultado a imposição de novas sanções ao Irã pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU. A informação foi divulgada pelo jornal francês Le Monde em sua edição de ontem. Segundo a França, é necessária uma atuação em bloco dos membros do CS para que uma resolução seja aprovada. Só a unanimidade colocaria pressão sobre a China, membro permanente e com poder de veto, que não está disposta a apoiar novas sanções. EUA e França renovaram ontem a exigência de punição a Teerã, depois que os iranianos anunciaram planos para enriquecer seu próprio urânio.

Para ser aprovada, uma resolução precisa de 9 dos 15 votos do Conselho, incluindo os 5 votos dos membros permanentes - a abstenção não é considerada veto. Além do Brasil, que assumiu uma cadeira em janeiro, a Turquia e a Nigéria, países de maioria muçulmana, também membros não-permanentes, tendem a apoiar a continuação das negociações. O Líbano, cujo governo é formado por uma coalizão com o grupo xiita Hezbollah, é outro país que dificilmente votaria em favor de sanções ao Irã.

O Brasil havia assumido a posição de interlocutor entre o Irã e o Ocidente. O Itamaraty ainda defende um acordo para a troca de urânio enriquecido por combustível nuclear com o Irã. A diplomacia europeia, porém, aponta a atitude brasileira como um empecilho à aprovação de novas sanções a Teerã. Paris, Londres e Nova York estariam fazendo gestões para que o Itamaraty reveja sua posição.


RESPOSTA

Na ONU, os franceses indicam que o tema vem sendo tratado entre a diplomacia europeia e a brasileira. O frequente contato entre o chanceler Celso Amorim e os diplomatas iranianos é visto como um canal de diálogo entre o Ocidente e Teerã, mas, para os europeus, o diálogo tem um "limite".

Em Brasília, o Itamaraty reforçou ontem sua posição em favor do diálogo entre o Irã e o Sexteto - EUA, França, Grã-Bretanha, China, Rússia e Alemanha - sobre o acordo de troca de urânio por combustível nuclear. Amorim disse que falou na semana passada com o secretário de Estado da França para Assuntos Europeus, Pierre Lellouche. Segundo o chanceler brasileiro, apesar da posição dura da França sobre o Irã, em nenhum momento ouviu de seu interlocutor que não havia mais espaço para o diálogo.

"Considero que não estão esgotadas as possibilidades de se alcançar uma posição comum entre o Irã e o Sexteto", afirmou Amorim, por meio de sua assessoria de imprensa. A posição indica que o Brasil não apoiará novas sanções no Conselho.

Para o Le Monde, apesar de não ser o único país a defender a continuidade do diálogo, o Brasil está "em primeiro plano" entre os países emergentes com assento rotativo no CS contrários às sanções. "O gigante da América Latina tem uma voz distinta do Ocidente sobre a questão nuclear iraniana", afirmou o jornal. "Ele (o Brasil) quer favorecer o diálogo e julga que pressões são contraproducentes."

O jornal lembra que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, visitou o Brasil quando estava sendo alvo de ataques por ter escondido da ONU um dos locais de enriquecimento de urânio. O jornal destaca os acordos comerciais assinados entre os dois países e a visita a Teerã do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para maio.

Há uma semana, o governo de Ahmadinejad afirmou ao Estado que quer o Brasil como seu "principal aliado político" nas Américas. A declaração foi dada pelo chefe do gabinete, Esfandiar Rahim Mashaie, principal assessor político do presidente.

"O Brasil é um aliado estratégico e temos uma coisa em comum: ambos lutamos pela independência", afirmou Mashaie. "O ponto central da política externa do Brasil é não deixar que ela seja ditada pelos outros."


Fonte: Estadão